É um vai e vem que parece que vai mas volta, é um estilingue, uma gangorra, é a minha vida que se desencontra, é o breve momento que te encontro.
Nesses minutos, horas e dias que não duram para sempre e não tem final feliz eu te amo, te quero, te espero. E quando passam eu aprendo a viver sem você, sem sua presença, seu cheiro, seu jeito. E aprendo a esperar. E espero na esperança que esse minuto, que essa hora, que esse dia chegue e dê sentido ao meu chá de cadeira.
Só sei que cansei de ficar horas na base da gangorra, de ver minha vida desperdiçada voltada para as suas coisas, para seu ego e altruísmo.
Hoje eu pulo. Talvez rompa uns ligamentos, talvez arda, pode doer muito, mas uma hora eu me levanto. Brinco um pouco de esconde-esconde, pega-pega, pra depois me acalmar numa casinha, em uma brincadeira de mamãe e filhinho que não deu certo com você.
Mas no meu diário você está lá, rodeado de corações, beijinhos e canetas cor de rosa com cheirinho de melão.
